Eu acordei em cima da hora, mais uma vez.
Peguei um papel que deixei em cima da cabeceira e percebi que a noite passada não me fez bem. Os rascunhos escrito naquela folha eram sem nexos e sem sentimentos. Algo muito formal.
Tomei um banho achando que talvez, esfriando a cabeça, eu conseguiria pensar em algo melhor do que aquelas palavras, desconhecidas até para mim.
Como assim:
Eu poderia estar falando pessoalmente isso, parece até infantil esse tipo de atitude, mas eu não conseguiria olhar nos teus olhos. Olhos cujo os quais eu me apaixonei. Eu não iria conseguir; mudaria de idéia; voltaria a trás. Você arranjaria um jeito, com certeza.
Você sempre arranja.
Mas ai você me pergunta: Por que então você quer deixar de lado toda essa história? Não valeu a pena passar por todas as barreiras?
Eu digo que valeu. Mas a vida nos mostra caminhos diferentes a se seguir. E eu sei que isso pode soar meio estranho. Meio bobo. Mas a vida em si é estranha.
Então, entenda..
Isso não é um adeus e muito menos deveria ser.
É uma explicação. Um pedido de compreensão.
Quer saber? Eu não estou no direito de pedir nada. E no momento em que estamos, nem devemos mais explicações um ao outro. É só que talvez algo me deixe presa a você.
Eu nunca soube terminar qualquer coisa que escrevo. E dessa vez não foi diferente. Eu poderia ter terminado com uma frase de despedida; de consolo; de tristeza. Mas eu não sei fingir sentimento. Eu volto.
Talvez.
Beijos, F.
Obs: os textos escritos aqui são: desabafos, contos, cronicas, realidade, ficção. Tentamos ao máximo entrar num personagem para escrever tais textos. Se você tem uma sugestão de texto, comente ela :)
Beijos, F.
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