8 de fev. de 2011
Não, não uma estrela
Como as tuas madeixas negras, como o teu olhar fúnebre, agora estava o meu coração. Hoje em dia ainda me perguntas a razão de eu ter te abandonado, e a resposta sempre será: 'Como posso ter te abandando se tu nunca estivestes comigo, ó pobre demente.' Nunca fostes capaz de entender que eu precisava de carícia, precisava de algo mais além das tuas monossilábicas palavras. A razão de não poder mais te comparar com uma estrela é pelo fato de que, quando uma delas 'expira o seu prazo de validade', digamos, morre. A sua luz continua iluminando o lugar a que ela pertencia. Mas você meu caro parvo, apesar de não ter expirado a validade, deixou de brilhar gradativamente. Tua pele que era comparável a tecido egípcio, hoje é como chita. Teu jeito que era comparado a de um gentleman, hoje é de de um irrisório. Sim, hoje em fim estou livre, pois sempre me doía saber que nunca iria conseguir te esquecer, mas aprendi que o jeito mais fácil de esquecer alguém é fazendo com que ela te faça esquecer. E você fez querido, você mudou, jogou ao relento o homem que eu tanto amei, que eu tanto quis possuir. Este já não existe mais. Pode até parecer que este desabafo seja de uma mulher insegura que lamenta a perda do homem amado, mas não meus queridos leitores. Este aqui é de alguém, que assim como você, vai conseguir superar tudo o que vier.
Um beijo e um queijo, P.
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