30 de jan. de 2011

Sabe, às vezes sinto falta daquilo que talvez nunca tenha tido. Sinto falta dos abraços que desperdicei. Sinto falta da última pessoa que eu amaria no mundo. Vou de lugar em lugar e procuro aquilo que eu mesma quis perder. O coração aperta e aquela água suja que chamo de lágrima cai, estragando a maquiagem que eu mesma fiz para parecer mais feliz e esconder os traços de criança que o tempo não tirou. O que eu sou pra ti? O que tu és pra mim? O que nós somos pra essa vida que vivemos sem saber o que nos espera amanhã ou depois? Sinceramente, não faço idéia do que somos ou o que queremos ser. 
Amadurecimento.
Palavra que nos dava calafrios  a pouco tempo. Deixamos os tempos de criança. Descobrimos o ciúme. Brincamos e brigamos. Choramos abraçados. Vivemos decepções. Fugimos de tantas preocupações.. E hoje? Hoje aconteceu o que jamais imaginávamos: Crescemos. Falam que o tempo leva tudo, mas não levou meu sentimento. Falam que amor é coisa de babaca e descobri que sou a maior de todas. Falam que certezas só vem com o tempo e o tempo me deu você como maior certeza. 
Eu posso seguir sem você, não vou mentir: Eu posso te esquecer. 
Mas, eu não quero.


Beijos, L.

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