29 de jan. de 2011

Amor à distancia ou uma paixão no cotidiano?




Reclamo constantemente que não te tenho comigo. Que não posso te ver. Sinto inveja daquelas meninas que saem para jantar com seus namorados. Vão todo domingo à Igreja juntos. Daqueles casais que saem sábado à noite para ir ao cinema. Ou que trocam o cinema para ficar em casa com a namorada, vendo filmes de terror e comédia logo em seguida. Que saudade disso. Que saudade de você do meu lado. De te der do meu lado sempre. Acordar e ser você a minha primeira visão. Mas esses casais que eu tanto invejei logo terminaram. Não suportaram qualquer barreira. Às vezes uma viagem de duas semanas era motivo de término. Engraçado, né? Ha um tempo atrás eu concordaria com tal atitude. Hoje não. Hoje acho um cúmulo. Um feito sem nexo.
Deus te deixou longe de mim esse tempo todo para que pudéssemos durar para sempre. Para que fossemos diferentes desses casais invejados. 
Aliás! Invejados somos nós. Pois temos algo que eles nunca tiveram: Amor. 
Ninguém vive só de paixão. Paixão te pega de surpresa. Chega sem avisar.
Assim, de repente. 
E sai também.
Amor não. A gente tem que conquistar para adquiri-lo. E talvez seja essa dificuldade antes do prazer que o faça algo tão eterno.
Algo tão, tão eterno.




Beijo, F.

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